segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O DESAFIO DE RECOMEÇAR A CADA DIA
domingo, 6 de novembro de 2011
2º POP JOVEM BAEPENDI
Foi muito bom o segundo Pope jovem em Baependi. Estava bem animado com mais de 300 jovens se divertindo. Teve sorteios e conversas com os jovens que estiveram na jornada mundial.
Teve momentos de reflexão com Deus e show com a banda republica.
Participei do primeiro e do segundo Pope jovem em baependi, espero que aconteça o terceiro que com certeza estarei lá.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Ministério de Artes
Diante do que é belo o ser humano se rende em contemplação.
Por vezes, nem mesmo a carência de necessidades básicas, como por exemplo a falta de alimento, é capaz de extrair da pessoa, a total capacidade de se atentar, ainda que por meros segundos, ao atrativo da beleza plástica, pois, existe algo no núcleo dessa beleza, que responde a um anseio do coração humano.
“somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar” (Catecismo da Igreja Católica, art. Nº 27). Isso é a afirmação de que, a grande busca do ser humano, não está na saciedade de nada que existe neste mundo, nem mesmo suas necessidades mais primitivas, mas de algo que lhe seja ainda maior.
Felizmente, no íntimo e significado de uma obra artística, podemos vislumbrar, de alguma forma, O Ser Altíssimo, Criador, que tanto ansiamos “pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor” (Sb 13, 5).
O ápice da beleza está no amor de Deus por nós. E ainda que, nem tudo tenha cunho religioso e possamos apreciar coisas bonitas em todas as áreas, todo belo acaba por indicar O Seu Autor.
Por isso que, devemos mais do que nunca, nesse tempo de tanta modernidade e tantos meios que podem ser empregados, evangelizar através de algo que tanto fala ao coração das pessoas.
A arte é capaz de emocionar, e então, atravessando as nuvens dos sentimentos, aterrizar na terra firme da razão. Pela arte pode-se introduzir aos corações, os valores, a bondade, a misericórdia e nos ensina como amar sempre mais, pois, é o veículo que transporta um significado a mais que o simples entretenimento.
Quem aprecia a arte, aprende com prazer. Adquire instrução no momento de descanso.
Davi era um homem de guerra (cf. I Rs 5, 3), empenhado em lutas e conquistas sangrentas. E poucas vezes, pensamos nesse personagem como um guerreiro, como um general de exército, conhecedor de técnicas de batalha. Imaginamos um menino que quase numa travessura deu uma pedrada na cabeça de seu inimigo.
Existe até um filme, com outro personagem, também este versado em guerra, que, numa primeira cena derruba com um só golpe, o adversário de grande estatura. Apesar de nos impressionar bastante, tal feito, diz mais da pessoa de Davi desbancando o gigante Golias, do que propriamente a lenda de tal personagem neste longa-metragem.
Talvez, tenhamos até uma imagem amenizada do homem Davi, da sua capacidade de dominar e submeter adversários, devido as obras que ele deixou, por causa daquilo que tocamos como sendo sua sensibilidade, inclusive sua fraqueza ao pecado (cf. II Sm 11, 1ss). Os Salmos por exemplo, em que a maioria deles, orações e cânticos inspirados, foram da autoria de Davi.
Existia um ditado celta que dizia: “Nunca dê uma espada a um homem que não sabe dançar”. Ou seja, o homem deve ter uma motivação nobre dentro de si, antes mesmo de, se preciso e em último caso, empunhar um objeto assim para lutar pela sua defesa e dos seus. E a arte ajuda a alimentar tal sentido.
Quantas vezes nas coisas de Deus, Ele próprio pediu trabalhos artísticos? “Vede o Senhor nomeou especialmente Beseleel. Encheu-o do espírito de Deus, de sabedoria, habilidade e conhecimento para qualquer trabalho, como fazer projetos, trabalhar com ouro, prata e bronze, lapidar pedras e engastá-las, entalhar madeira e executar qualquer tipo de obra de arte” (Ex 35, 30-33). Pois, o significado do esplendor da obra é que: “Estes, estão a serviço daquilo que é a representação e sombra das realidades celestes, como foi dito a Moisés, quando estava para executar a construção da Tenda: ‘Vê, faze tudo segundo o modelo que te foi mostrado’(Ex 25, 40)” (Hb 8, 5).
Diante de toda mudança, nestes últimos tempos, em que o ser humano tem necessidade da verdade, a evangelização pela arte se faz mais que necessária, esta é urgente.
Devemos desenvolver nossa criatividade, cada um com seu talento, sua habilidade, pois há muita coisa que já foi feita para roubar a verdadeira ‘imagem e semelhança’ do homem e da mulher, através do que pode encantá-los. “os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz” (Lc 16, 8).
Como são belos os pés do mensageiro. O evangelho é belo por sua essência.
Deus abençoe!
http://blog.cancaonova.com/sandro/2011/08/01/ministerio-de-artes/
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Celebração Diaconal de Elbersom e Thiago
segunda-feira, 30 de maio de 2011
2º Retiro das Santas Missões Populares em Baependi - MG
segunda-feira, 28 de março de 2011
Consagra-te ao teu ministério
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
VOCAÇÃO: UM CHAMADO, UM DOM, UMA MISSÃO!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Natal é tempo de oferecermos ao outro o que temos de melhor
Mas um ano termina, outro começa a chegar e com ele chegam também novos sonhos, planos, aspirações e desejos de fazer o mundo melhor. As ruas iluminadas, as casas decoradas, a troca de cartões e presentes nos contagiam. Há um clima diferente no ar que nos envolve e faz nosso lado melhor vir à tona. Gestos de ternura e perdão são espontâneos e votos de felicidades voam distâncias e cruzam mares para chegar aos corações.Então é Natal! A esperança volta a brilhar nos horizontes, nos lares e na alma de cada um que se deixa contagiar pelo encanto desta época de paz, amor e luz. E é precisamente no contexto deste tempo que somos convidados a vivenciar o Mistério do nascimento de Cristo.
Acredito que quando celebramos o Natal algo diferente acontece dentro de nós e nos contagia, inclinando-nos à mudança, à simplicidade e à busca do essencial.
Lembro-me de que, quando eu era criança, gostava muito de ouvir as histórias a respeito do nascimento de Cristo. Depois das narrativas que sempre apresentavam diferentes versões, eu ficava tentando entender, com minha ingênua razão, por que Deus, sendo assim tão grande e podereso, foi nascer justamente em um lugar tão simples. Fui crescendo no conhecimento e encontrando respostas para a questão, mas a verdade é que elas não calam o meu coração. Não consigo ver o presépio apenas como decoração de Natal. Principalmente porque suas figuras nos falam e nos desafiam à construção de um mundo melhor.
No centro do presépio dois bracinhos de criança, que se abrem em nossa direção, cheios de ternura e de paz, nos ensinam que é abrindo os braços na direção do outro que construímos um feliz ano novo e uma feliz vida nova. Discreto e sereno lá está também José, figura tão importante no nascimento de Cristo. Homem simples, trabalhador, como tantos entre nós. Dedicação, pureza, humildade e obediência a Deus movem seu coração e conduzem suas atitudes. É com razão que padre Zezinho afirma, em uma das suas inúmeras canções, que "O mundo seria bem melhor se todo pai fosse José [...]". Ainda no presépio encontramos Maria refletindo a serenidade, a luz e a paz de que a humanidade tanto precisa. Sua ternura materna irradia e consola o coração de filhos aflitos que a contemplam, buscando aprender com ela o jeito de corresponder a Deus.
E quando vamos a caminho do presépio também nos deparamos com os Reis Magos. Eles também nos ensinam, pois envolvidos pelo encanto do Natal, trazem em suas mãos: ouro, incenso e mirra, ou seja, o que tinham de melhor para oferecer. Certamente é próprio do tempo natalino oferecermos ao outro aquilo que temos de melhor. Não falo de bens materiais, aliás, os presentes de Natal só têm sentido se simbolisam o amor que nos move a doá-los e nunca podem ocupar o centro das celebrações. Natal é tempo de oferecer o que temos de melhor sim, e o que temos de melhor habita dentro de nós, não se vende nem se compra, só pode ser oferecido. Procuremos, portanto, oferecer hoje nosso melhor sorriso, o abraço mais caloroso, a palavra mais afavel e amemo-nos uns aos outros sem esperar nada em troca.
É tempo de nos deixarmos envolver pela eterna simplicidade, alegria e pureza do presépio, expressas nos bracinhos abertos do Menino Jesus. Assim, verdadeiramente o Natal estará acontecendo em nossa vida e haverá paz na terra e em nossos corações!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A coroa do Advento e seu significado
Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir Seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA. É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do Advento abrange quatro semanas antes do Natal. Atualmente há uma grande preocupação em reavivar este costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.
No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva à oração, e simbolizam as quatro manifestações de Cristo:
1° Encarnação, Jesus Histórico;
2° Jesus nos pobres e necessitados;
3° Jesus nos Sacramentos;
4° Parusia: Segunda vinda de Jesus.
No Natal se pode adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino e, se quisermos, podemos pôr a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento.
Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.
Simbolismos estes que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se converteram rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.
O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: O Menino Jesus é o nosso grande presente!
Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar.
Oração: Senhor Jesus, celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa, um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos por intermédio do Menino Jesus, que vai nascer em nossa família.
Como você se prepara para celebrar esta grande festa do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo? Clique em comentários e diga como você vive este tempo litúrgico? Natal feliz é Natal com Cristo!
Equilibrar a sexualidade
Quando nos voltamos para Deus, ouvimos dizer que a castidade é o método de purificar todas essas sujeiras que jogaram em nós.
Mas corremos o risco de viver um puritanismo e não trabalharmos corretamente a sexualidade como dom concedido por Deus e apreciar a sua real beleza.
Existe diferença entre Castidade e Continência.
Castidade considera o fato de sermos sexuados e eleva a sexualidade ao seu verdadeiro propósito, sem querer arrancá-la de nós: “A castidade comporta uma aprendizagem do domínio de si que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. A dignidade do homem exige que ele possa agir de acordo com uma opção consciente e livre, isto é, movido e levado por convicção pessoal e não por força de impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa. O homem consegue esta dignidade quando, libertado de todo cativeiro das paixões, caminha para o seu fim pela escolha livre do bem e procura eficazmente os meios aptos com diligente aplicação.”(cf. Catecismo da Igreja Católica – art. nº 2339).
Castidade é o propósito que adestra os estímulos corpóreos do homem, canalizando para suas verdadeiras potencialidades. Não é uma opção alienante, não faz fugir da realidade, não frustra, mas tranquiliza, não enfraquece nem diminui o desejo, mas põe ordem, fortalece, dá auto domínio, auto controle, auto estima.
Continência é abstenção (cf. www.dicionarioweb.com.br). É o puritanismo. Extrai algo e não devolve outra opção. Na área da sexualidade, a continência fará com que a pessoa lute contra seus impulsos, mas, sem direcioná-los para o lugar certo. A continência por si só, gera ansiedade, pois o desejo ainda existirá na forma antiga e quando a pessoa se deparar novamente com o estimulo, aumentará a tensão até que não resista. E ao não resistir, fabricará dentro de si o sentimento de culpa, pelo orgulho de não reconhecer sua fraqueza mediante aquilo que é lei de Deus.
É muito importante conhecer a diferença entre Castidade e Continência, e claro, trabalhar no nosso interior. Tanto que, sabemos, mesmo aqueles que contraíram o sacramento do matrimônio, e que lhes é permitido a relação sexual, quando não orientam bem sua sexualidade, podem voltar a vícios como masturbação, buscar novas aventuras ou estímulos via internet e etc.
Enquanto a pessoa que harmoniza seus instintos é alguém mais calmo, tranqüilo, alguém que sabe se relacionar em todas as circunstancias, mesmo as mais adversas.
Nunca se viu na história de todos os tempos, um personagem que foi feliz, quando este agiu impulsionado em grande parte pelas suas paixões. Ao contrário, paixões geraram guerras, vinganças, ódio e sentimentos inversos ao amor. “afastai-vos das paixões humanas, que fazem guerra a vós mesmos.” (cf. Tg 4, 1)
Paixões humanas acendem conflitos interiores contra as inclinações que temos de coisas nobres e de vida eterna.
A castidade é a base sólida para conseguir a tempera de que precisamos para chegar onde se deseja.
Um vencedor, necessita de bons princípios, regularidade, constância e fé, acreditar que é possível. Caso contrário ele(a) distrair-se-a na primeira tentação que estiver a beira do caminho, motivado pelos instintos e ficará por ali mesmo.
Só um coração em Deus é capaz de ter essa clareza, que é possível realizar-se a partir do que é justo, verdadeiro.
Castidade nos condiciona a sermos impulsionados pela alma e abre a visão para a eternidade.
Deus abençõe!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
A conversão me fará renunciar tudo o que gosto de fazer?
A decisão por Jesus requer atitudes que diferem de alguns costumes, ocasiões e práticas que tínhamos anteriormente.Uma mudança ocorreu no coração e abrimos os olhos para o que é verdadeiro, justo, saudável e correto. Por vezes, até nos espantamos com o quanto estávamos prejudicando a nós mesmos, quando enveredávamos por vias obscuras atrás de prazeres venéreos.
Mas, a verdade é que mesmo na vida antiga, tínhamos um convívio social, eram acontecimentos, ambientes, entretenimentos e companhias que nos forneciam certa adrenalina e sabores de experiências nesta vida.
Éramos parte desse mundo, que o encontro com Cristo nos revelou a face oculta e maléfica que existia sem que percebêssemos. Agora o nosso interior mudou, mas o habitat que nos cerca não se transformou em conjunto ao nosso ser e voltamos para nossa existência com o desafio de sobreviver em um ambiente, agora hostil ao Jesus Cristo que portamos e queremos viver.
A firme escolha de romper com o pecado poderão exigir que deixemos de freqüentar alguns lugares e até de perder amizades, se essas nos quiserem empurrar para o mau caminho.
O ponto agora que vem a tona é: Uma vida nova, de busca de conversão, elimina os prazeres, gostos da vida e exige um isolamento social?
Para responder, vou me amparar nos seguintes textos bíblicos.
“Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal” (cf. Jo 17, 15).
A conversão é a tomada de consciência de que somos cidadãos do Céu, mas ainda vivemos neste mundo. Jesus não pediu ao Pai que nos tire das eventualidades que permeiam a existência nesta terra, mas somente que nos livre daquilo que leva a perdição.
Devemos assim, santificar as realidades do mundo. Exemplo, o futebol entre amigos, não precisa ser regado à bebedeira, mas servir para bons relacionamentos. A dança e a música não devem promover a sensualidade, mas, pode inserir valores como o amor de Deus no seu contexto. Ser “sal na massa” (cf. Lc 13, 21) é introduzir a mensagem da Boa Nova na essência e propósito das coisas.
E “Quando o espírito impuro sai de um homem, ei-lo errante por lugares áridos à procura de um repouso que não acha. Diz ele, então: Voltarei para a casa donde saí. E, voltando, encontra-a vazia, limpa e enfeitada. Vai, então, buscar sete outros espíritos piores que ele, e entram nessa casa e se estabelecem aí; e o último estado daquele homem torna-se pior que o primeiro” (cf. Mt 12, 43-45) Ao se retirar da vida de alguém, (principalmente do jovem) qualquer tipo de impureza é preciso substituir por algo bom que preencha o vazio. Pois, mesmo que sendo uma má inclinação, essa via lhe era um suporte, uma válvula de escape às pressões e não deve simplesmente ser extirpada. É como um processo de reeducação alimentar, ninguém consegue sobreviver sem o alimento, apenas deve-se substituir o que se come, por nutrientes mais saudáveis ou menores quantidades.
Nunca deixe que se instale um espaço vago no ser.
É importante que, tanto a pessoa que viveu seu início de conversão, quanto àqueles que promovem tal encontro com Cristo, se preocupe com essa substituição. As pessoas renovadas procurem amizades, ocupações e meios de distração que subsidiem essa mudança. E as instituições invistam em eventos que possam ter como centro a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Seus princípios e Seu amor.
Ser de Deus, não significa de modo algum, ser alienado ao mundo, muito pelo contrário, o Senhor deseja tornar o ser humano feliz, com as características, traços e potencialidades que Ele mesmo imprimiu em cada um. Mesmo que gastando nossos tesouros numa vida desenfreada, Deus não retira de nós o que somos. “Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis” (cf. Rm 11, 29), mas somente uma vida com o Altíssimo pode deixar a sua casa, seus dons e vocação em perfeita ordem e arrumação.
Deus abençoe!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
A cura da autopiedade
Isso é muito bom, pois é uma forma da pessoa não se acomodar diante do desfavorável, mas nem sempre, teremos de pronto, respostas às questões interiores. Nesse desenrolar da atividade mental que ainda não compreende a chave de sua frustração, ou não se vê merecedor do desgosto, pode estar nascendo o sentimento de autopiedade.
Pensamentos geram sentimentos e esses últimos podem marcar de modo muito profundo o nosso interior, transformando a experiência em uma carga negativa muito pesada. Há momentos em que é quase inevitável não render-se ao chamado “coitadismo”. Ainda que mentalmente, fazemos perguntas como: “Porque comigo?”, “O que eu fiz pra merecer isto?” Mesmo para Deus dirigimos tais indagações.
Porém, esse sentimento nunca ajudou ninguém a vencer os problemas, pois engessa a capacidade de pensar e de olhar macro, consequentemente extirpa parte das forças da pessoa e tira o animo para uma tentativa de reação.
Autopiedade é também um dos fatores que mais dificulta o processo de cura interior de alguém. Faz com que o individuo encontre-se, o tempo todo, como vítima de sua história e nunca se perceba como agente transformador.
A solução contra essa impressão, será tomar sempre, a decisão de enfrentar o problema. Nunca fixar o pensamento em que somos reféns do mal. Todos os seres humanos estão sujeitos ao sofrimento e a desilusão e não somos nós somente, os maiores desafortunados do mundo. Saia do sentimento de que o meio conspira contra.
Não importa quanto for dolorosa ou difícil a situação, temos sempre que encarar de frente qualquer agrura. Mesmo que o fato não possa ser mudado, mude você o seu interior, ou então, estará condenado a estacionar na paralisia de achar-se sempre vítima impotente.
Jesus nunca amenizou ou tratou os sentimentos de autopiedade, ao contrário, curou aqueles que estavam decididos a sair do problema e buscar uma solução. O mestre só pode agir na nossa liberdade. Ele o faz quando permitimos saindo do fechamento próprio.
Imagine se havia auto-piedade no coração daquele cego que gritava por Jesus, mesmo com os outros insistindo pra que ele se calasse: “Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: ‘Filho de Davi, tem compaixão de mim!’ “ (cf. Mc 10, 48).
Também a mulher, que recebeu uma resposta de Jesus, que num primeiro momento até pareceu grosseira: “Jesus respondeu-lhe: Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos” (cf. Mt 15, 26). A réplica dessa mulher demonstrou que nem o problema nem a indiferença do Senhor lhe tiraram o foco e a fé de alcançar algo positivo: “Certamente, Senhor, replicou-lhe ela; mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos” (cf. Mt 15, 27).
Uma outra mulher que sofria com fluxo de sangue, mesmo com medo por ter feito algo proibido, (segundo a lei, ela não poderia tocar em ninguém cf. Lc 15, 19) expôs-se em meio à multidão, mas não parou no ser vitima, ainda que com a aparente reprovação que podia encontrar: “(Jesus) voltando-se para o povo perguntou, quem tocou minhas vestes? E ele olhava em derredor para ver quem o fizera. Ora, a mulher, atemorizada e trêmula, sabendo o que nela se tinha passado, veio lançar-se-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade” (cf. Mc 5, 30-33).
Por mais angustiante que seja, ainda que venhamos a ser expostos, Jesus não quer nos deixar no comodismo da sensação da autopiedade. Ele estende a mão para mim e para você hoje, mas se ficarmos de braços cruzados, no fechamento do “achar-nos coitadinhos”, nada irá mudar.
Cabe a cada um assumir a sua parte no milagre que Deus tem para cada um de nós.
Deus abençoe!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Ser pessoa é muito complicado
O mundo de hoje é complexo. O emaranhado de informações a que temos acesso nos comunica, mas não nos formam. Temos sistemas cada vez mais sofisticados, burocracia para tudo, muitos meios carregados com dados de toda natureza, corretos e até incorretos. E tudo isso para chegar onde mesmo?Acabamos ficando exigentes, intransigentes, complexos e, às vezes, mal educados.
O homem mais incrível que habitou a face da terra nos disse: “Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas” (cf. Mt 10, 16). Até procuramos exercitar a prudência, o que muitas vezes nos remete a cercarmos de processos a nossa volta, tornando tudo muito difícil. Jesus, pelo contrário era capaz de decifrar os códigos mais ininteligíveis do ser humano e devolver em forma desmistificada.
Exorcizou demônios com práticas modestas: “Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum” (cf. Mt 17, 20). Mostrou como alcançar os favores do inalcançável Pai Altíssimo: “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto” (cf. Mt 7, 7); Mostrou como orar: “Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras”; “Pai Nosso” (cf. Mt 6, 9); falava em parábolas quando os homens não entendiam (cf. Mt 13, 36; Lc 15, 12), ou comparava a realidade rural com os mistérios do Reino dos Céus para os homens simples entenderem (cf. Mt 13, 32).
E Ele quis ensinar o homem a ter uma essência simples. Olhar o outro lado da trama e verificar o que realmente importa.
Geralmente o cerne do problema está envolvido por um novelo de situações que lhe conferem um maior corpo, configurando o que é simples em uma enorme dificuldade.
Complicamos as coisas, principalmente quando queremos que nossas ações tenham resultado. E quanto maior o esforço e o tempo, mais nos perdemos em expectativas. E isso é só um exemplo do que agiganta e encorpa nossas agruras. Queremos falar e imediatamente sermos ouvidos, plantar e colher, transmitir e receber. O estado da impotência é humilhante, tanto quando fazemos pelos outros, quanto ao nos vermos incapazes diante de nós mesmos. O orgulho da obrigação de ter que fazer dar certo é o que nos torna intolerantes.
Um coração refinado não impõe sua verdade. Antes, aguarda o momento em que a força do seu amor, encontre a abertura necessária no coração do outro ou ache portas entreabertas nas situações da vida. Permite-se estar na impotência, não como atitude de passividade, mas contemplando e entendendo melhor qual o centro da complexidade. Jesus esperou a conversão de Maria de Bethânia, mesmo após a ressurreição de seu irmão Lázaro. Nem este gesto a convenceu naquela hora. (cf. Jo 12, 1-10)
Descomplica-se quem não acredita somente na sua iniciativa. Ser simples é acreditar no poder do Alto. Com a inocência e simplicidade de uma criança, saber que existe um Pai que, em todo momento cuida de nós “todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará” (cf. Mt 10, 15).
É Ele quem tudo realizará. Somos meros semeadores, tudo o que devemos fazer é plantar as sementes, gastar nossos talentos. Os corações são terrenos. E quem se encarrega de fazer germinar é o Senhor. Somente ame!
Se a nossa essência for de amor, tudo ficará mais simples.
Deus os abençoe!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A celebração da festa de todos os Santos
No dia 1º de novembro, a Igreja celebra a festa de Todos os Santos. Segundo a tradição, ela foi colocada neste dia, logo após 31 de outubro, porque que os celtas ingleses - pagãos -, celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween).Nesse dia, a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando, numa única solenidade, todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa – para render homenagem àquela multidão de Santos que povoam o Reino dos Céus, que São João viu no Apocalipse: “Ouvi, então, o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão". "Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)
Esta imensa multidão de 144 mil, que está diante do Cordeiro, compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja canonizou através da decisão infalível de algum Papa, e todos aqueles, incontáveis, que conseguiram a salvação, e que desfrutam da visão beatífica de Deus. Lá “eles intercedem por nós sem cessar”, diz uma de nossas Orações Eucarísticas. Por isso, a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de Santos em seus filhos.
Esses 144 mil significam uma grande multidão (12 x 12 x 1000). O número doze e o número mil significavam para os judeus antigos plenitude, perfeição e abundância; não é um valor meramente aritmético, mas simbólico. A Igreja já canonizou mais de 20 mil santos, mas há muito mais que isto no Céu. No livro 'Relação dos Santos e Beatos da Igreja', eu pude relacionar, de várias fontes, quase 5mil dos mais importantes; e os coloquei em ordem alfabética.
A "Lúmen Gentium" do Vaticano II lembra que: "Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49) (§956).
Na hora da morte, São Domingos de Gusmão dizia a seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”. E Santa Teresinha confirmava este ensino dizendo: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”.
O nosso Catecismo diz que: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita” (§2692).
A marca dos santos são as bem–aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha; por isso, este trecho do Evangelho de São Mateus (5,1ss) é lido nesta Missa. Os santos viveram todas as virtudes e, por isso, são exemplos de como seguir Jesus Cristo. Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.
Esta 'Solenidade de Todos os Santos' vem do século IV. Em Antioquia, celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, em concomitância com o dia da dedicação do “Panteon” dos deuses romanos a Nossa Senhora e a todos os mártires. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.
Cada um de nós é chamado a ser santo. Disse o Concilio Vaticano II que: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lg 40). Todos são chamados à santidade: “Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48): “Com o fim de conseguir esta perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas (…) cumprindo em tudo a vontade do Pai, se dediquem inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim, a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra luminosamente na história da Igreja pela vida de tantos santos” (LG 40).
O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual da oração, mortificação, vida sacramental, meditação, luta contra si mesmo; é isto que nos leva gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Disse São Gregório de Nissa (†340) que: “Aquele que vai subindo jamais cessa de ir progredindo de começo em começo por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece” (Hom. in Cant. 8).
Felipe Aquino
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Dizer não é também amar
Existem situações nas quais temos de desagradar a quem amamos em virtude de seu próprio bem. Tais decisões são difíceis e doem mais em nós do que naqueles que são objetos de nossa repreensão. Porém, é importante salientar que corresponder sempre e irrefletidamente aos desejos de quem se ama pode se tornar algo negativo, que tende a deformar e não formar. Dentro dessa perspectiva, afirmo que: “Dizer ‘não’ também é uma forma de amar”.
Limites são necessários para qualquer ser humano, pois, por meio deles, alcançamos equilíbrio e maturidade. Pais que não impõem limites aos filhos acabam criando pequenos reis e rainhas e, conseqüentemente, tornando-se seus súditos.
Somente quem já recebeu um “não” na vida consegue compreender a especificidade da palavra humildade. Somente aqueles que não foram correspondidos no que queriam, em algum momento de sua história, sabem compreender que sua vontade não é absoluta e que nem sempre estão certos.
É no “não” e no “sim”, no equilíbrio das possibilidades, que se forma uma pessoa, é assim que o orgulho se ausenta e o ser humano consegue entender que os outros também são bons.
Nem tudo o que queremos é o melhor para nós, porém, nem sempre conseguimos enxergar assim. É aí que descobrimos quem nos ama, pois os que sinceramente se interessam por nós não têm medo de nos dizer a verdade e de nos corrigir quando necessário.
Não é fácil corrigir e dizer 'não'; seria mais fácil e conveniente dizer sempre 'sim' e estar sempre sorrindo, pois quem diz 'não' se expõe e, muitas vezes, atrai sobre si a ira do outro. Quem corrige, mesmo querendo o bem do outro, corre o risco de ser mal interpretado, contudo, demonstra um grande amor e cuidado com o outro.
Só quem nos ama nos diz 'não'. Só quem se interessa por nós tem a sensibilidade de cuidar de nós, através da poda.
Precisamos ter sensibilidade para detectar e aceitar o amor que se manifesta em uma multiplicidade de formas e que nos encontra também naquilo que tanto nos desagrada.
Se enxergarmos assim, sentiremo-nos mais amados e cuidados, evitaremos muitas contrariedades, além de descobrirmos belezas antes não contempladas. Faça essa experiência!
Adriano Zandoná
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Salário: como utilizar bem dessa providência
O salário que recebemos é uma das fontes da ação da Divina Providência em nossa vida. O que quero dizer é que Deus nos dá a graça de um trabalho como garantia da sobrevivência familiar. Por isso, é necessário aprender a usar o dinheiro que ganhamos com o suor do nosso trabalho da melhor forma possível.O orçamento familiar não é apenas “anotar despesas realizadas”: é algo que envolve planejar, eleger prioridades e controlar o fluxo de caixa. Além disso, é uma ferramenta que ajuda a entender nossos hábitos de consumo. É uma oportunidade para a família refletir sobre os projetos de vida e objetivos comuns, a fim de que todos caminhem numa única direção, possibilitando o crescimento da unidade familiar.
É também um instrumento para aprendermos a esperar e a escolher o melhor; não de forma individual, mas coletiva, levando-nos a pensar e a buscar o melhor para toda a família. Logo, controle financeiro não é algo que apenas as famílias de classe alta precisam fazer. Essa não é uma tarefa fácil, mas não é impossível. Entretanto, exige disciplina e muita disposição para fazer eventuais ajustes, além de caderno, lápis e calculadora.
Precisamos compreender que todas as nossas escolhas – desde as menores até as maiores – decidem não só quais serão as nossas ações, mas, sobretudo, quem estamos sendo. E essa é uma questão fundamental. A mídia promove os produtos e muitos se deixam levar por ela, exagerando nos gastos. Além da mídia, um ponto perigoso é o desejo de status, ou seja, o desejo de imitar os outros, de ter o mesmo que os outros. Também existem aqueles que gastam muito por fuga ou por compensação, ou seja, por questões psicológicas. E outros ainda que querem oferecer aos filhos tudo que não tiveram na infância...
Em todos esses casos, sem disciplina, não há renda que suporte. Portanto, o primeiro passo é cada um identificar se faz compras por necessidade ou por compulsão. Entre os “sintomas” da compulsividade está a falta de organização, isto é, dificilmente você anota o que gasta com seus compromissos.
Precisamos entender que o desejo incontrolável de gastar pode ser uma doença, que pode ser superada com tratamento psicológico e medicação. Mas é fundamental que a pessoa reconheça que está enferma e precisa de ajuda.
A chave do sucesso do seu planejamento reside na sua capacidade de criar uma estrutura sustentável que equilibre receitas e despesas e permita que você administre o inesperado e poupe.
Fazer orçamento familiar é uma questão de sobrevivência. Por isso, precisamos saber elaborá-lo.
Artigo extraído do livro "Dinheiro à luz da fé". Ouça comentário do autor.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O papel da mãe na criação dos filhos
Nada é tão grande neste mundo como construir um ser humano. As máquinas acabarão um dia, mas o nosso filho jamais.
É pela educação que o ser humano conquista e desenvolve as suas faculdades; e Deus quis que isto fosse feito antes de tudo pelos pais, e de modo especial pela mãe. Hoje sobretudo, onde muitas mães são obrigadas a criar sozinhas os seus filhos, porque são “órfãos de pais vivos”, essa missão se torna mais importante e árdua ainda. Neste caso o papel da mãe triplica de importância, porque ela tem que fazer o papel do pai e dela mesma.
Ghandi dizia que “a verdadeira educação consiste em pôr a descoberto o melhor de uma pessoa.” Para isto é preciso a arte de educar, a mais difícil e mais bela de todas.
Certa vez Michelangelo viu um bloco de pedra e disse a seus alunos: “aí dentro há um anjo, vou colocá-lo para fora!” Depois de algum tempo, com o seu gênio de escultor, fez o belo trabalho. Então os alunos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: “o anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando”. Educar é isto, é ir com paciência e perícia tirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes, até que o “anjo” apareça.
Michel Quoist dizia “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus.”
Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.
Educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa. Por isso, educação não se recebe só na escola, mas principalmente em casa. Às vezes se ouve dizer: “ele é analfabeto, mas é muito educado”. Não adianta ser doutor e não saber tratar os outros como gente; não saber cumprir com a palavra dada; não se comportar bem; trair a esposa e os filhos; não ser gentil; não ser afável, etc. Sem dúvida, a educação é a melhor herança que os pais devem deixar aos filhos; esta ninguém pode lhes roubar nem destruir.
O livro do Eclesiástico diz aos pais: “Aquele que ama o seu filho, corrige-o com freqüência, para que se alegre com isso mais tarde…” (Eclo 30,1).
A educação visa sobretudo colocar o homem no caminho do bem e da virtude, do qual ele sempre tende a se desviar. É aos pais que cabe sobretudo dar início a esta tarefa na vida dos filhos. A Igreja nos ensina que :
“Pela graça do Sacramento do matrimônio os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os seus filhos. Por isso os iniciarão desde a tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos os “primeiros arautos” (LG,11). Associá-los-ão desde a primeira infância à vida da Igreja. (CIC, 2225)
A tarefa de educar, como dizia D. Bosco, “é obra do coração”, é obra do amor, por isso tem muito a ver com a mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida.
O povo diz que atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher, mas é preciso não esquecer que “esta mulher” mais do que a esposa, é a mãe.
É no colo da mãe que a criança precisa aprender o que é a fé, aprender a rezar e a amar a Deus e as pessoas.
É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração.
É no colo da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e não desprezar ninguém.
É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura da castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios.
É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua plantinha que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da mal-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela que vai lhe ensinando a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro.
É a mãe que nas primeiras tarefas do lar lhe ensina o caminho redentor do trabalho e a responsabilidade.
Até o filho de Deus quis precisar de uma Mãe para cumprir a sua missão de salvar a humanidade; e Ele fez o seu primeiro milagre nas bodas de Caná exatamente porque ela lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.
Neste mundo, às vezes perverso, que penetra sorrateiro em nossas casas, e insiste numa sistemática pregação de anti-valores por algumas tvs, mais do que nunca é necessário uma mãe atenta para combater tudo aquilo que prejudica a educação dos seus filhos.
Mais do que nunca ela precisa saber conquistar os seus filhos, não por aquilo que lhes dá, mas por aquilo que é para eles: amiga de todas as horas, consoladora. Saiba sempre corrigir o seu filho, mas que nunca seja com grosseria, com gritos ou com humilhações. E jamais na frente dos outros.
Se você conquistar o seu filho a ponto dele ter um sagrado orgulho de te-la como sua mãe, então, você poderá fazer dele o que desejar.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Os anjos são santos?

Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos números:
328 A existência dos seres espirituais, não corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto à unanimidade da Tradição.
332 Eles aí estão, desde a criação e ao longo de toda a História da Salvação, anunciando de longe ou de perto esta salvação e servindo ao desígnio divino de sua realização: fecham o paraíso terrestre, protegem Lot, salvam Agar e seu filho, seguram a mão de Abraão, comunicam a lei por seu ministério, conduzem o povo de Deus, anunciam nascimentos e vocações, assistem os profetas, para citarmos apenas alguns exemplos. Finalmente, é o anjo Gabriel que anuncia o nascimento do Precursor e o do próprio Jesus.
333 Desde a Encarnação até a Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é cercada da adoração e do serviço dos anjos. Quando Deus "introduziu o Primogênito no mundo, disse: - Adorem-no todos os anjos de Deus” (Hb 1,6). O canto de louvor deles ao nascimento de Cristo não cessou de ressoar no louvor da Igreja: "Glória a Deus nas alturas..." (Lc 2,14). Protegem a infância de Jesus, servem a Jesus no deserto, reconfortam-no na agonia, embora tivesse podido ser salvo por eles da mão dos inimigos, como outrora fora Israel. São ainda os anjos que "evangelizam", anunciando a Boa Nova da Encarnação e da Ressurreição de Cristo. Estarão presentes no retorno de Cristo, que eles anunciam serviço do juízo que o próprio Cristo pronunciará.
329 Santo Agostinho diz a respeito deles: - “Anjo (mensageiro) é designação de encargo, não de natureza. Se perguntares pela designação da natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espírito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz". Por todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam "constantemente a face de meu Pai que está nos céus" (Mt 18,10), são "poderosos executores de sua palavra, obedientes ao som de sua palavra" (Sl 103,20).
Para alcançarmos a santidade Deus nos presenteou com um companheiro de caminhada, que conhece como ninguém a vontade do Senhor: Desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção e por sua intercessão. "Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida" (CIC n°336). Ainda aqui na terra, a vida cristã participa na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus. Portanto, os anjos são criaturas espirituais que servem ao Senhor e aos homens em relação ao Seu plano divino de salvação. A santidade faz parte da natureza dos anjos, mas para nós seres humanos e limitados pela nossa humanidade ferida pelo pecado, a santidade é uma luta, uma conquista diária, requer vontade firme, renúncias, obediência a Deus e Sua vontade, vida de oração e comunhão com Ele e com os irmãos.
A Igreja fala de virtudes heroicas praticadas por homens e mulheres que foram fiéis e trilharam uma vida santa e os chama de modelos e intercessores: "Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores. "Os santos e as santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis da história da Igreja." Com efeito, "a santidade é a fonte secreta e a medida infalível de sua atividade apostólica e de seu elã missionário" (CIC 828).
Deus nos criou para a comunhão com Ele e "O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus. Este convite que Deus dirige ao homem, de dialogar com ele, começa com a existência humana. Pois se o homem existe, é porque Deus o criou por amor e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar ao seu Criador" (CIC nº. 27).
O nosso saudoso Papa João Paulo II afirmou certa vez: "Não tenhais medo da santidade, porque nela consiste a plena realização de toda autêntica aspiração do coração humano. Entre as maravilhas que Deus realiza continuamente, reveste singular importância a obra maravilhosa da santidade, porque ela se refere diretamente à pessoa humana". E o Sumo Pontífice resume tudo dizendo: “A santidade é a plenitude da vida”. Portanto, Deus Pai, na Sua infinita misericórdia e Providência, nos presenteia com os santos anjos para nos ajudar como companheiros na dura caminhada para a santidade. Por isso, desde criança aprendemos:
"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, se a Ti me confiou a piedade Divina sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém".
