quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Bíblia e o celular

Qual deles você se lembra de levar sempre?
Tanto a Bíblia como o celular são meios de comunicação. Um você conversa com Deus e permite que o Senhor fale com você; o outro permite que você converse com muitas pessoas.
Os dois precisam ser levados, seja no bolso ou na bolsa, é preciso levá-los consigo.
Qual deles você se lembra de levar sempre?
Um deles funciona constantemente, nunca fica fora de área, porque traz a Palavra d'Aquele que é Oniponte, Onipresente e Onisciente. O outro nem sempre, depende da operadora, depende dos créditos, depende da bateria.
Muitas vezes, quando mais esperamos ele não toca, mas a Bíblia sempre toca e toca fundo lá no íntimo do nosso ser. Ela não nos oferece o que é supérfluo (lá vem aquela vozinha da operadora de telemarketing: O senhor receberá inteiramente grátis …… se assinar…); muito pelo contrário, a Bíblia nos dá sentido para viver e nos oferece a vida eterna de graça. É verdade! Você não precisa assinar nada, nem pagar nada, somente aceitar a JESUS.
A fé é dom gratuito de Deus. Não deixe seu verdadeiro comunicador de lado, leve-o sempre junto de si. Se sua Bíblia é grande, e assim como eu não pode carregar peso por causa da coluna, arrume uma menor, mais leve. E leve-a com você sempre. Ou deixe uma no seu trabalho, outra em casa, leve o Novo Testamento e os Salmos no carro, na mala, na bolsa, no bolso.
Vamos criar um novo hábito: levar conosco a Sagrada Escritura, até que se invente uma forma da Bíblia estar no celular.
blog.cancaonova.com/adrianapereira

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Deus precisa de profissionais santos

Se não fosse Deus, você não teria estudado, não teria esse trabalho. O Senhor o amou e investiu em você. Não seja tolo em pensar que você é o resultado de seu próprio esforço. Tanto a posição a que você chegou como o cargo que hoje ocupa vieram do Senhor. Não seja injusto!Eliseu entregou tudo: “Com o equipamento dos bois cozinhou as carnes e deu à sua gente de comer. Depois partiu, seguiu Elias e se pôs a seu serviço” (I Reis 19, 21b).O Senhor não lhe manda queimar seus bens. Ele quer, sim, que você dê de comer a esse povo que tem fome e sede de justiça, fome de educação e de saúde, esse povo que tem mil necessidades; sobretudo sede de Deus! Graças a Deus, o Senhor não criou uma única profissão. Um cargo na Política é um dom! Como também um cargo na Saúde e na Educação o são. É a maravilha dos carismas diversificados! Cada um de nós precisa fazer bem sua parte onde estiver e agir carismaticamente. Meu pai era pedreiro. Graças a Deus, quanta coisa linda ele fez! Papai sacrificou-se muito, trabalhou cinco anos na construção de Brasília (DF). Como ele era um bom pedreiro, logo foi promovido a mestre-de-obras. Na construção do palácio onde despacha hoje o presidente da República, o mestre-de-obras foi meu pai. Isso não é motivo de orgulho, Deus precisou dele, do dom dele, do serviço dele. Certa vez, ele foi surpreendido na capital do país, de madrugada, por uma batida policial enquanto tomava café. Os policiais entraram no local e ao se aproximarem do meu pai perguntaram-lhe se trazia alguma arma no bolso. Ele respondeu que “sim”. Colocando a mão no bolso tirou seu terço, dizendo: “Eis a minha arma”. Era preciso um pedreiro de Deus! Outro fato nos marcou muito: quando meu pai voltou para São Paulo, foi trabalhar no hospital da Beneficência Portuguesa. Um dia chamaram-no na diretoria e lhe disseram que iam construir ali a primeira sala de cirurgia do coração do Brasil. Mostraram-lhe as plantas, porque gostariam de saber se ele seria capaz de dirigir a construção. Papai olhou tudo e deu uma resposta bem típica dele: “Eu sozinho não sou capaz, mas com Deus eu faço”. Papai comandou toda a reforma. Era ou não era necessário um pedreiro de Deus? Um pedreiro que sabia que sozinho não era capaz de nada, mas que, com Deus, poderia fazer, e fez. Entre o médico e o pedreiro, o deputado e o presidente, o professor e o porteiro, o Altíssimo necessita de homens e mulheres d'Ele. Precisa de você em regime de dedicação integral. Você que se consagrou, consagre agora sua profissão, a que você tem ou a que está conquistando. Consagre-a ao Senhor. Talvez você diga: "Eu sou apenas mãe de família". Que maravilha! Consagre a beleza da sua vocação. Deus precisa de você dona-de-casa, mas que seja d'Ele: mãe de família, mas de Deus.
Seu irmão,Monsenhor Jonas Abib

terça-feira, 5 de maio de 2009

A preguiça

Após o pecado ter entrado na nossa história, Deus impôs ao homem "a lei severa e redentora do trabalho", como disse o Papa Paulo VI. “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado" (Gênesis 3,19a).
Todo trabalho é uma continuação da atividade criadora de Deus. E o Senhor derrama a Sua graça sobre aquele que trabalha com diligência. O trabalho é a sentinela da virtude. Se com humildade oferecemos ao Altíssimo o nosso trabalho, este adquire um valor eterno. Assim, o temporal se transforma em eterno.
A preguiça joga por terra toda essa riqueza. Querer viver sem trabalhar é como desejar a própria maldição nesta vida. São Paulo disse aos tessalonicenses: “Procurai viver com serenidade, trabalhando com vossas mãos, como vo-lo temos recomendado. É assim que vivereis honrosamente em presença dos de fora e não sereis pesados a ninguém” (I Tessalonicenses 4,11-12).
O Talmud dos judeus diz que: “Não ensinar o filho a trabalhar é como ensiná-lo a roubar”. Trabalhando, como homem, Jesus tornou sagrado o trabalho humano e fonte de santificação.
Por isso, o lema de vida de São Bento de Nurcia, nos mosteiros, era: “Ora ET Labora!” (Reza e Trabalha!). Um mau trabalhador é um mau cristão. Um operário displicente é um mau cristão. Da mesma forma, um professor cristão e relapso é um contratestemunho cristão...
O pecado da omissão é fruto da preguiça. É por preguiça que o filho não obedece a seus pais e, muitas vezes, se torna um transviado. Do mesmo modo, é por preguiça que os genitores, muitas vezes, não educam bem os filhos. É por preguiça de algumas mulheres que o trabalho doméstico é, às vezes, malfeito, prejudicando os seus filhos, o esposo e a alegria do lar. É por preguiça de muitos maridos que a casa fica com as lâmpadas queimadas, o chuveiro estragado, a torneira vazando... Assim como é por preguiça que o trabalhador faz o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando os outros que dependem dele. É por preguiça que o estudante não estuda as suas lições e se arrasta na sua caminhada e prejudica a sua formação.
Do mesmo modo é por preguiça que o cristão deixa de ir à Santa Missa, de rezar, de conhecer a doutrina da Igreja, de trabalhar na sua comunidade. Há um provérbio chinês que afirma: “Não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça do agricultor”.
Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mensagem da Semana

Cara feia! Tem solução?
Tem sim! Às vezes, as pessoas precisam de tempo; precisam de acolhimento no estado em que estão e logo poderão se abrir.Muitas outras precisam ser respeitadas na dor que padecem e nem conseguem se expressar. Algumas permitem que a gente se aproxime e lhes pergunte como estão e se querem ser ajudadas. Mas muitíssimas precisam do dia seguinte para entenderem que o amor pode esperar. Por isso, sempre é regra geral o amor. O amor com o qual a pessoa é amada não muda, mesmo quando ela muda de cara.

domingo, 3 de maio de 2009

Jesus o Bom Pastor

O 4º Domingo da Páscoa, também chamado de Domingo do Bom Pastor - Dia de orações pelas vocações sacerdotais e religiosas.
O termo pastor ressoa na boca de Jesus como um título cristológico que fala simultaneamentede seu mistério e de sua missão, tendo raízes no Antigo Testamento. Com efeito, Iahweh é o Pastor que conduz o seu Povo, através de seus servos quais autênticos pastores nem sempre, porém, fiéis à missão. Daí o tema no Antigo Testamento revelar um forte acento messiânico-escatológico, isto é, Deus haveria de suscitar um Pastor plenamente fiel ao serviço às ovelhas. Este pastor, segundo o coração de Deus, anunciado pelos profetas e esperado por Israel, é o Messias: Jesus.

Paulo VI percebeu a importância desta mensagem e fez deste Domingo uma Jornada Mundial de Orações pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. Dessa maneira, enseja que à luz do Bom-Pastor que dá a vida compreendamos, aceitemos e valorizemos as vocações especiais na Igreja . O melhor modo de valorizá-las é perceber suas necessidades. Quem precisa pede, ora, implora. Há, pois, uma pequena sutileza no pedido que fazemos a Deus. É claro que pedimos vocações. Mas, na realidade, suplicamos que Ele conceda o dom que motiva o coração humano para a entrega de si mesmo, aquela disposição do Bom-Pastor que dá a vida, sem o que a Redenção não se efetua. Este dom é pedido, hoje, pela Igreja ao seu Pastor Supremo, sem o qual não há nem vocacionados nem a expressão visível Daquele que redimiu e congregou o Rebanho.

A imagem do Bom-Pastor, plena de conteúdo salvífico, permite também que toda obra e ministério eclesiais sejam chamados de Pastoral porque os batizados, segundo os carismas que possuem, são vocacionados ao serviço, dando a vida pela causa Daquele que se entregou por nós. Portanto, a imagem desperta a generosidade e a disponibilidade dos cristãos para o serviço na Igreja e no Mundo, à semelhança do pastoreio de Jesus.
Fonte: (http://www.arquidiocese.org.br)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Dia do Bom Pastor

4º Domingo da Páscoa

03 de maio de 2009
O papa Bento XVI, em sua mensagem para o 46º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, faz o convite a todo o povo de Deus para refletir sobre o tema: A confiança na iniciativa de Deus e a resposta humana. Ele afirma: “Ressoa forte na Igreja a exortação de Jesus aos seus discípulos: ‘Rogai, pois, ao Senhor da messe que envie trabalhadores para sua messe!’ (Mt 9,38). Rogai! O urgente apelo do Senhor evidencia como a oração pelas vocações deva ser contínua e confiante”. De fato, quanto mais rezarmos ao Senhor da messe, maior será a nossa fé e a nossa esperança na iniciativa divina ao chamado de novos operários e operárias.
A vocação ao ministério ordenado e à vida consagrada, afirma o papa, “constitui um especial dom divino, inserido no vasto projeto de amor e salvação que Deus tem sobre toda pessoa e sobre toda a humanidade”. Todos nós somos chamados à santidade, graças à iniciativa de Deus. Ele escolhe alguns para que sigam mais de perto o seu Filho Jesus Cristo, sendo verdadeiros ministros e testemunhas de seu projeto de vida. Jesus chamou pessoalmente os apóstolos. Estes, por sua vez, fizeram outros discípulos, fiéis colaboradores no ministério missionário. É a dinâmica da animação vocacional.
“Nosso primeiro dever é manter viva, com a oração incessante, a invocação da iniciativa divina” em todos os lugares: família, paróquia, movimentos e associações, comunidades religiosas e dioceses. “Devemos rezar para que todo povo cristão cresça na confiança em Deus, certo de que o Senhor da messe não cessa de pedir a alguns o livre empenho da própria existência para colaborar de modo mais próximo na obra da salvação”, alerta Bento XVI.
A livre iniciativa de Deus requer a livre resposta do ser humano. Uma resposta que seja positiva, que acolha a iniciativa de amor do Senhor e se torne, para quem é chamado, uma exigência moral vinculante, uma ação de graças a Deus e uma total cooperação ao seu plano que prossegue na história (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2062).
Bento XVI afirma: “Mesmo sendo real que em algumas regiões haja uma preocupante carência de presbíteros, e que dificuldades e obstáculos acompanhem o caminho da Igreja, sustenta-nos a firme certeza de que o próprio Senhor é seu guia, dirigindo-a rumo ao cumprimento definitivo do Reino”. E o papa faz duas perguntas provocativas: “Quem pode achar-se digno de abraçar o ministério sacerdotal? E quem pode abraçar a vida consagrada contando apenas com seus humanos recursos?”. Mas nos dá a dica: “É importante relembrar que a resposta da pessoa ao chamado divino, quando se está consciente de que é Deus a tomar a iniciativa, e é também ele a levar a bom termo o seu projeto de salvação, não se reveste nunca do cálculo cheio de temor do servo preguiçoso, que por medo enterrou o talento a ele confiado (cf. Mt 25,14-30), mas se expressa numa pronta adesão ao convite do Senhor, como fez Pedro quando não hesitou em lançar novamente as redes, embora tivesse trabalhado a noite toda sem nada apanhar, confiando na sua palavra (cf. Lc 5,5)”.
A livre resposta do ser humano a Deus torna-se corresponsabilidade, “transforma-se em comunhão com aquele que nos torna capazes de produzir muito fruto (cf. Jo 15,5).” Bento XVI conclui a mensagem encorajando-nos diante das dificuldades e dúvidas, sugerindo-nos confiar em Deus e seguir Jesus, imitando a Virgem Maria na realização de nossa missão.
Pe. Juarez Destro, RCJ