domingo, 7 de junho de 2009

Pais, não impeçam a vocação dos seus filhos!

Sou muito grato a Deus! Apesar de ser tão pequeno, de ter tão poucas qualidades, quanta coisa consegui fazer com a graça de Deus! Mas, por que consegui? Sou especial? Não! Somente porque tomei o caminho que o Senhor traçou para a minha vida. Quanto mais você vive sua vocação e se dedica a ela, mais Deus Pai o vai abençoando. É assim que as coisas vão se encaixando quando se está no caminho da vocação. No entanto, tudo isso se faz com dor, com sofrimento, com suor, com perseverança, com lágrimas e sangue; mas também com resultados, com eficácia. Eu não sou a exceção, sou a regra e a regra é para todos. Você nem pode pensar em querer realizar a minha vocação, nem eu posso querer viver a sua e realizar aquilo que você realiza. Isso não daria certo. Não é querer fazer o que outro faz: Deus, de antemão, já planejou tudo. Veja que Pedro e André largaram o barco, o trabalho, suas redes; largaram tudo e seguiram Jesus. Tiago e João, que estavam trabalhando com o pai, também deixaram tudo: o chamado de Cristo foi muito forte. Deixaram o pai, largaram suas redes e seguiram o Senhor, sem vacilar. É o assumir a vocação! Com você se dá o mesmo! Deus já o criou em vista das boas obras que preparou de antemão para você. Nem pense que existem vocações maiores e menores. Quem é maior: Dom Bosco ou a mãe dele, Margarida? É dificil dizer. O grande santo italiano já é canonizado, a mãe dele ainda não. Mas eu não duvido nada que ela tenha sido tão ou mais santa do que ele. O filho se projetou e a mãe não, simplesmente porque ela ficou num lugarejo da antiga Itália o ajudando, dando-lhe suporte. Jesus disse a Pedro, André, Tiago e João: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Quando assumimos nossa vocação, todos nos tornamos como esses grandes homens de Deus! Por essa razão, digo aos pais: por amor de Deus, não impeçam a vocação dos seus filhos! Quantos pais querem estabelecer o caminho para os filhos! Querem que o filho seja isso ou aquilo, que tenha tal profissão, vá para aquela faculdade, se case com fulano e que tenha certas garantias... Agindo assim, os genitores, muitas vezes, levam os filhos à infelicidade de viverem para a realização de seus [pais] próprios planos. Se você agiu assim [fazendo a vontade dos pais e não a sua, ou a sua própria vontade sem discernir se era vontade divina], reze, pois Deus também tem um “plano estepe” para colocar em ação. Ele pode refazer até mesmo o que você acabou estragando. Peça essa graça ao Senhor!
Nosso Deus é o Deus do impossível!

Seu irmão,Monsenhor Jonas Abib

sábado, 6 de junho de 2009

A reciprocidade

O que é reciprocidade? Reciprocidade, reduzida à sua expressão mais simples, é o movimento vital que nos leva a influenciar e a ser influenciados. Influenciar alguém é nos incluirmos na fluência de sua vida. Ser influenciado é permitir que a fluência de vida do outro nos penetre e perpasse a nossa vida. A reciprocidade é a troca de elementos que nos dá a certeza de que temos valor para alguém.
Que elementos são esses? São elementos que vão desde os grandes sonhos, projetos, visões, ideias e ideais compartilhados até os pequenos “nadas” que fazem a diferença, ou seja, um olhar, um sorriso, uma palavra, um toque, um abraço, um gesto, um cumprimento ou qualquer outra manifestação que exprima para o outro a certeza de que ele tem valor e de que alguém reconhece isso. Esses pequenos “nadas” são as sementes dos grandes gestos de apreço, de solidadriedade, de amor. São os conteúdos de uma autêntica educação dos sentimentos no caminho do bom, do belo e do verdadeiro.
Nas relações de um casal, na vida de uma família, no ambiente de trabalho, na sala de aula, no hospital, no convívio de um grupo de amigos, esses pequenos “nadas” são as fontes da coesão, da integração, do calor humano e de tudo o que nos dá a certeza de que não estamos sozinhos. Muitas vezes, quando um casal se separa, pensamos que sobrevirá um grande sofrimento na vida dessas pessoas, no entanto, frequentemente, elas nos passam uma impressão de alívio e até mesmo de certo conforto. Quando indagadas sobre a razão disso, é comum ouvirmos como resposta algo do tipo: “Só agora nos separamos, mas nosso casamento já havia acabado há mais de um ano”.
Nas famílias que têm filhos envolvidos com drogas e outras situações de risco, é comum constatarmos que, em muitos casos, os pais deram o melhor que podiam em termos materiais, mas não souberam fazer-se presentes na vida dos filhos. É comum alunos e professores reclamarem do modo como são conduzidas as relações em sala de aula, muitas vezes marcadas pela indiferença e pela hostilidade. Quando nos informamos melhor sobre a situação, deparamos com o fato de que a falta de qualidade nas relações professor-aluno decorre da incapacidade do educador de ser uma presença construtiva na vida de seus educandos.
Quando amigos verdadeiros se encontram, depois de muito tempo sem se verem, a conversa flui como se eles tivessem se encontrado no dia anterior. A razão disso é que a disposição sincera de dar e receber, de influenciar e de ser influenciados, jamais deixou de existir entre eles. Por isso as trocas são tantas e tão generosas.
(Artigo extraído do livro Educação)
Antonio Carlos Gomes da Costa

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Formação para animadores vocaionais em Coronel Fabriciano

O Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Itabira e Coronel Fabriciano, realizou nos dias2 8 a 30 de maio formação para os animadores e animadoras vocacionais, que aconteceu na casa de encontro Recanto das Mangueiras em Coronel Fabriciano e tem como responsáveis os missionários Xaverianos. Os três regionais mandaram representantes e também contou com a participação de animadores vocacionais de Governador Valadares e Carantiga. O tema desenvolvido por Ir. Gervis e Ir. Vanderlane foi, “Discípulos Missionários a serviço das vocações” abordando o Ser do animador e animadora vocacional, fundamentos teológicos e indicações pastorais, focalizando a origem trinitária do povo de Deus e a tarefa do serviço da animação vocacional, concluindo com um momento de espiritualidade onde os animadores refletiram sobre o sentido da liderança. Agradecemos ao Pe. Miguel e a coordenação do SAV da diocese de Itabira e Coronel Fabriciano.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Já experimentou fazer silêncio?

Em diversas circunstâncias eu continuo aprendendo que o silêncio é como uma vassoura capaz de varrer mentiras, contratempos, insinuações e uma série de 'sujeiras' desta espécie e que costumam 'empoeirar' nossas vidas.
Se a situação que você está vivendo estiver muito difícil, experimente não falar mais. É que muita gente ainda não entendeu que silenciar, assim como falar, também é dom de Deus. Quem sabe controlar a boca, controla tudo mais.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Amigo é aquele que não desiste de estar junto

Há várias definições de amizade. Cientificamente falando, para a biologia, sentimentos são reações químicas dentro do nosso corpo e a amizade é a sensação de bem-estar que a pessoa pode nos causar devido às substâncias responsáveis pelo prazer, o qual é liberado por nosso organismo ao sentir sua presença.
Para a psicologia, a amizade pode acontecer devido a três fatores determinantes em nós: os afetos, a afinidade e o inconsciente. Afetos, a necessidade de amar e ser amado, busca de preenchimento. A afinidade: quando gostamos de coisas em comuns, semelhanças. E o inconsciente: nossa mente com tudo o que lá está guardado; o inconsciente não sabe o que é real, não é a lembrança, mas o que está oculto. Um exemplo de inconsciente é o que nós gravamos quando ainda estamos no útero materno, em gestação, nessa fase nosso cérebro já é capaz de gravar as
emoções que sentimos e também as sensações da mãe.
Só por esses argumentos é justo afirmar que o amigo tem força para influenciar em nosso humor, no nosso dia. Também no ânimo e na maneira de ver a vida e interferir nas nossas decisões.
Para o filósofo Aristóteles: “Amigo é uma única alma habitando dois corpos. E embora entrando no universo um do outro não podem perder sua individualidade”.
Amigos se unem nas alegrias e nos sofrimentos, revelando a beleza que há em cada um. Respeita características e não tenta fabricar no outro um modelo da vontade própria. No sentido bíblico temos várias definições para eles [amigos], mas uma é bem marcante: “Se queres adquirir um amigo, adquire-o na provação” (Eclesiástico 6, 7), pois, na adversidade, as verdadeiras intenções de coração são reveladas. Mostra-se amigo aquele que conhece as misérias e as fraquezas do outro e ainda assim continua demonstrando amor por ele.
Amigo é aquele que não desiste de estar junto, qualquer que for a situação. Não se ensoberbece mediante a sua força maior e a fraqueza alheia.
São tantos conceitos sobre esse tema, e em todos, encontramos belos exemplos! O importante é aprofundar-se no conhecimento e no sentido que cada definição pode nos trazer e refletir sobre como estão nossas amizades. Penso que todas as explicações nos mostrarão que o poder da amizade está exatamente na força da entrega. Como estou me entregando aos meus amigos e como eles estão se entregando a mim?
“Amigo é um tesouro”, porque há preciosidades no seu interior, ainda que algumas não venham com embalagens dignas de objetos valiosos, compete a quem é agraciado com o presente, revelar o valor da pérola que está escondida. Quer conhecer uma pessoa? Entregue de si a ela. O que ela fará com as pérolas recebidas é o que lhe mostrará um verdadeiro amigo. Quando expomos nossas vergonhas, nossas deficiências a alguém, estamos entregando força de influência sobre nós. E isso tem que ser processo, não pode acontecer da noite para o dia, mas a cada vez dando uma pérola maior e mais valiosa àquele que se mostra digno de confiança.
A busca do ser humano por felicidade passa pelo amigo. Dar-se numa amizade e ser companheiro vale a pena, ainda que no passado tenha havido decepções. "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles" (Mt 7,12).
Deus se faz e nos fala em quem nos ama e está próximo, porque também é nosso Amigo!
Sandro Ap. Arquejada

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tomar decisões fundamentadas

Para que uma pessoa se relacione melhor com ela mesma, ela precisa compreender-se e aceitar-se. O melhor caminho para isso é ter um bom conhecimento do seu potencial, das suas capacidades e das suas limitações. No frontispício do Templo de Apolo, em Delphos, já estava escrito: “Conhece-te a ti mesmo”. Essa é a condição básica para qualquer pessoa assumir a sua identidade, aquilo que a singulariza, que a torna única. Quanto mais conhecimentos alguém tiver de si, maior será a sua capacidade de se posicionar corretamente frente aos desafios impostos pela vida.
Para se tornar autônoma e traçar seu próprio caminho no mundo, a pessoa necessitará de critérios consistentes para avaliar situações e tomar decisões diante delas. As boas decisões são aquelas que se fundamentam em nossas crenças, valores, pontos de vista e interesses. Como fazer isso, porém, sem se conhecer bem, sem saber onde está e aonde quer chegar? Informações e dados confiáveis são as matérias-primas mais evidentes de todo o processo de tomada de decisão, embora elas jamais sejam inteiramente substitutas da percepção intuitiva e da visão abrangente do todo.
Aprender com a experiência acumulada nos planos individual e social foi sempre uma das grandes vias de crescimento do ser humano. Analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações do passado, e disso extrair lições e princípios orientadores sobre como conduzir no presente e no futuro, fez, faz e fará a diferença na vida das pessoas, das organizações, das sociedades, das nações e da própria humanidade. Em qualquer tempo e lugar, saber o que aconteceu outrora é uma fonte de elementos que nos ajudam a decidir sobre o que deve e o que não deve ser feito no presente e no futuro.
Quanto mais a pessoa for capaz de conhecer a si mesma, sua circunstância, onde se encontra e a trajetória a ser percorrida para chegar até aqui, tanto maior será a sua capacidade de visualizar aonde pretende ir e de traçar um caminho para chegar lá.
Quanto mais uma pessoa conhece aquilo que faz, tanto maior a sua capacidade de fazê-lo cada vez mais e melhor (produtividade e qualidade). A quantidade e a diversidade dos conhecimentos adquiridos por uma pessoa ao longo da vida tornam-na mais polivalente e flexível, aumentando suas possibilidades de se adaptar às mudanças e de aproveitá-las para seu crescimento pessoal e profissional.
Compartilhar o que se sabe com outras pessoas e exercer uma influência construtiva sobre suas vidas é o principal caminho de que dispomos para ajudar outros seres humanos a desenvolver o seu potencial. O nome dado a esse caminho é educação. Esta abrange todos os processos formativos que ocorrem nos diversos âmbitos da existência humana: família, trabalho, escola, movimentos sociais, meios de comunicação e atividades culturais. E tende, cada vez mais, a ampliar os seus meios e o seu raio de ação, ocupando um maior espaço na vida das pessoas e das organizações.
Para gerar novos conhecimentos, a pessoa apóia-se na sabedoria que já detém, pois lhe serve como matéria-prima nesse processo. Quanto mais uma pessoa aprende, mais aumentam as suas necessidades de aprendizagem e sua capacidade de adquirir novos conhecimentos. Não podemos mais pensar em pessoas formadas. Todos nós estamos em formação ao longo de toda a vida. Aprender, portanto, é uma exigência que nos acompanha do início ao fim de nossa existência. Quanto mais conhecimentos adquirimos, mais aumenta a nossa área de contato com o desconhecido e, assim, cada vez mais ampliam-se as nossas necessidades de aprendizagem. Aprender é crescer. E nenhum tempo é inadequado para isso.
Artigo extraído do livro Educação
Antonio Carlos G. Silva