domingo, 6 de setembro de 2009

ABRE-TE! Mc 7,31-37(Evangelho deste domingo)

Efatá é uma palavra chave na liturgia deste domingo; palavra que o Senhor pronuncia hoje para todos e que tem, para cada um de nós, uma ressonância pessoal. É fundamental que cada um de nós veja e pense no conteúdo dela.
Efatá, palavra dita pelo Senhor quando o mar se abriu para a passagem dos escravos rumo à liberdade. “Efatá!”, disse Deus, e se abriram os céus sobre o batismo de Jesus e sobre a humildade do seu batismo; e se abriu o paraíso sobre a cruz de Jesus, e o paraíso ficou à mercê dos ladrões; e se abriram os sepulcros, e os vencidos fugiram da morte. Dirigida agora para nós a fim de que enxerguemos o caminho que nos conduz à Salvação eterna. Por isso, não diga “Abrir-se-ão os olhos do cego e os ouvidos do surdo”. Mas que abrir-se-ão os meus olhos e os meus ouvidos que estávamos fechados por causa da dureza do meu coração, fruto do meu próprio pecado. Saiba que a palavra se cumpre hoje, a profecia está se realizando neste evangelho. A promessa se torna realidade hoje e agora, com Cristo e em Cristo na tua vida. Corra e vá atrás d’Ele. E se não tens como peça a ajuda. Deixe-se ajudar. Não seja cabeça dura. Escute e siga as orientações, os conselhos da tua esposa, do teu marido, dos teus pais e filhos. Deixe de viver na noite e no mundo do erro, do pecado, da falsidade e da morte.
Ah padre, mas eu não sou surdo nem mudo. Isso é ofensa. Eu digo que sim. Somos surdos, por exemplo, quando não ouvimos o grito de ajuda que se eleva para nós e preferimos pôr entre nós e o próximo o «duplo vidro» da indiferença. Os pais são surdos quando não entendem que certas atitudes estranhas ou desordenadas dos filhos escondem um pedido de atenção e de amor. Um marido é surdo quando não sabe ver no nervosismo de sua mulher o sinal do cansaço ou a necessidade de um esclarecimento. E o mesmo quanto à esposa. Estamos mudos quando nos fechamos, por orgulho, em um silêncio esquivo e ressentido, enquanto talvez com uma só palavra de desculpa e de perdão poderíamos devolver a paz e a serenidade ao nosso lar. Os religiosos e as religiosas têm, no dia, tempos de silêncio, e às vezes se acusam na Confissão, dizendo: «Quebrei o silêncio». Penso que às vezes deveríamos acusar-nos do contrário e dizer: «Não quebrei o silêncio».
O que, contudo, decide a qualidade de uma comunicação não é simplesmente falar ou não falar, mas falar ou não fazê-lo por amor. Santo Agostinho dizia às pessoas em um discurso: É impossível saber em toda circunstância o que é o justo que se deve fazer: se falar ou calar, se corrigir ou deixar passar algo. Eis aqui então que se dá uma regra que vale para todos os casos: «Ama e faz o que quiseres». Preocupa-te de que em teu coração haja amor; depois, se falas, será por amor, se calas, será por amor, e tudo estará bem porque do amor não brota mais que o bem.
As histórias de cura, envolvendo as multidões de excluídos, carentes e adoentados, são a expressão da atenção especial de Jesus para com estes pobres, em vista de restaurar-lhes a vida que é característica do Reino de Deus. A proclamação final, “faz os surdos ouvirem e os mudos falarem”, indica o cumprimento da profecia atribuída a Isaías aos exilados da Babilônia; porém, agora, não restrita àquele povo que se julgava eleito, mas a todos os povos da terra sem discriminações. Jesus vem libertar as maiorias empobrecidas subjugadas pelas minorias que detêm o poder, resgatando a dignidade e a vida neste mundo.
Por isso, meu irmão, minha irmã o segredo está em entrar em comunhão com Cristo ressuscitado, tu que estavas morto, vês e escutas e entras com Ele pelas portas abertas de Deus.
Ó Senhor tenho plena consciência de que Vossa voz ressoou no deserto: “Efatá!”, para que do céu caísse como chuva o pão e da rocha jorrou água. “Efatá!”, dissestes, e abristes, como que com uma faca, as águas do Jordão, que se tornaram porta pela qual entraram vossos filhos à terra das vossas promessas. Dignai-vos olhar para mim, para os meus olhos e ouvidos. Impõe sobre mim as Tuas mãos e liberta-me, cura-me do egoísmo que impede a comunicação com o meu próximo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

CRER QUE SOMOS ESCOLHIDOS

“Naquele tempo, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar; com autoridade para expulsar os demônios. Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu”. (Mc 3, 13-19)
Jesus escolheu doze homens para a importante missão de acompanhá-lo mais de perto. Eles seriam instruídos constantemente pelo Mestre e teriam a oportunidade de receber direção específica do Senhor. Veriam também seus milagres e, certamente, teriam um lugar importante na realização dos planos de Jesus. O único critério usado por Jesus para a escolha desses homens é descrito por Marcos: “chamou os que Ele quis”. O convite foi um presente de Deus, pois não consta que nenhum deles estivesse à altura de tal missão. Ao Contrário, todos corriam o risco de fracassar, como veio a acontecer com aquele que depois traiu o Senhor. A todos , porém Jesus concedeu autoridade espiritual e o conforto de sua companhia.
Você também foi escolhido por Deus para uma missão. Hoje, mais uma vez, é preciso investir nela. Não se assuste se você não se sente à altura ou preparado o bastante. Busque Jesus! Ele está perto para lhe dar autoridade, consolo e direção.
Dois elementos importantes para o cumprimento da missão
Se é verdade que Jesus conhece aqueles que escolheu, seu potencial e suas limitações, também é verdade que ele é um instrutor capaz de preparar grandes servos para o Reino. Por isso, numa de suas tantas correções aos discípulos(Mc 9,14-29), o Senhor lhes indicou duas lições e colocando-as em prática, os discípulos estariam capacitados a se tornar instrumentos de cura e graça divina. Fé e oração nos tornam ativos no combate, enquanto que incredulidade (dúvida) e murmuração nos colocam em atitude passiva, como que numa guerra já perdida. Você tem se empenhado pessoalmente no combate da fé ou já se rendeu ao desânimo? Hoje, não espere que os problemas se aproximem e peguem você de surpresa. Antecipe-se a eles, proclamando a vitória de Jesus em sua vida e suplicando ao Senhor os livramentos de que você precisa.
Vamos orar, exercitando nossa fé:
Pai Santo em nome de Jesus, agradeço por ser um escolhido. Sei que não estou preparado ainda para a grande missão que me deste, mas não me amedrontarei porque teu Espírito Santo vai me dirigir. Nesta hora, Senhor, deixo tudo para trás e venho buscar em ti a fortaleza de que necessito para ir adiante em meu caminho.
Obrigado, Senhor porque investe em mim para que se cumpram os Teus planos de amor nessa terra. Muito obrigado por me dar tanto valor. Amém
Para refletir nesse dia:
Você ainda investe na missão que Deus lhe deu ou já está desanimado dela? Seu casamento, sua família, seu ministério, sua profissão e tantas outras coisas são sonhos de Deus plantados em seu coração para a sua fidelidade e a de muitos outros. Volte a investir nelas e, de modo especial, nas pessoas que Deus colocou em seu caminho.
Pe. Antonio José (Livro Basta uma Palavra)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O NOSSO ALIMENTO É A PALAVRA DE DEUS

O nosso alimento é a a Palavra de Deus. Jejuamos nos alimentos materiais e comemos bem o alimento espiritual. Jesus disse claramente: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que saia da boca de Deus” (MT 4,4). Nós estamos mal acostumados com a Palavra de Deus, que mais parece restaurante self-service. A pessoa chega e pega uma batatinha frita aqui, uma verdurinha lá, pega um pedacinho de carne acolá... Isso é lambiscar. Não é isso! Você precisa fazer um bom prato, sentar-se, pegar garfo e faca e alimentar-se. Com a Palavra de Deus é a mesma coisa, não basta lambiscar: pegar uma passagem bíblica aqui, outra lá. Isso não resolve! Você tem de sentar-se à mesa com um prato bem feito e comer.Graças a Deus, antes ainda de iniciar a Comunidade Canção Nova, Deus me deu a graça de encontrar um método de ensinar aos meus jovens como alimentar-se da Palavra de Deus. Trata-se de "A bíblia foi escrita para você". Eu o reescrevi e hoje ele se chama: "A Bíblia no meu dia-a-dia". Pelo amor de Deus, tome consciência e não fique “lambiscando a Bíblia”. Você precisa ser um bom servo de Deus, e o servo de Deus é formado na Palavra. Nós precisamos estudar a Palavra de Deus. Eu nem preciso me alongar, porque tudo está bem claro nesses livrinhos que eu citei. Decida-se!

Deus o abençoe!

Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib

terça-feira, 1 de setembro de 2009

ENCONTRO DO SAV AGOSTO DE 2009


Aconteceu no dia 29 de agosto de 2009 no colégio Franciscano Santo Inácio o encontro organizado pelo SAV(Serviço de Animação Vocacional). O encontro teve início com a acolhida pelos membros do SAV e pelas Irmãs do Colégio Santo Inácio. O Encontro contou com a presença de 3 membros da PJ diocesana em especial do Diácono Roberto de Cruzília.Iniciamos com uma oração, tivemos uma reflexão feita pelo Giovanni sobre as vocações onde os grupos apresentaram com carinho suas conclusões
E concluimos com uma adoração.
Pra finalizar o encontro tivemos a benção com diácono Roberto e nosso Pároco
Pe. José Roberto.

SETEMBRO: MÊS DEDICADO A PALABRA DE DEUS

A Palavra de Deus está sempre ao alcance da mão e do coração de quem segue a Deus. E por moção do Espírito Santo, a Palavra vai transformando o coração das pessoas e moldando a comunidade cristã. É claro, supondo um coração aberto, como de discípulo diante do mestre. O profeta Jeremias fez uma experiência profunda: nas mãos de Deus sentiu-se como um vaso de barro nas mãos do oleiro.
As famílias, os grupos e as comunidades que leem a Bíblia de fato progridem na vivência do Evangelho, em unidade com a vontade de Deus e na comunhão fraterna. A Palavra meditada impulsiona as pessoas a superar o pecado e o azedume, causando certa plenitude espiritual com uma aura de paz e de alegria.
É o encantamento espiritual, a força interior, a capacidade de passar imune pelas tentações que nos rodeiam.
São Francisco de Assis, um dos grandes revolucionários da humanidade, apregoava a vida fraterna em meio ao egoísmo; a vida em Deus, mesmo em meio ao prurido da carne e do consumismo; a alegre adesão à vontade de Deus, vencendo o orgulho e a sede do poder. Quando se chega a uma fraternidade assim, logo se capta o perfume do Evangelho.
Por pedagogia, destinamos o mês de setembro a conhecer a Bíblia. Aliás, primeiro a ter a Bíblia em casa. Depois, a lê-la diariamente. Aprender a meditá-la diante de Deus, num coração orante.
A família aprende a acolher de modo afável seus membros: os pais se relacionam de modo afetivo com os filhos, como Deus, com Seu povo. Os filhos, por sua vez, acolhem os pais de modo pacífico, criando um ambiente sereno e alegre. É o encantamento da família.
É neste ambiente que germinam as vocações cristãs, que se alimentam ideais generosos e se superam obstáculos à felicidade.
Seja feliz! Conheça, leia e medite a Palavra de Deus.

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS

Eis a principal regra de ouro: ler a Bíblia todos os dias. Sem exceção. Leia quando tiver vontade e quando não tiver também! É como remédio: com ou sem vontade, tomamos, porque é necessário. Com a Bíblia é a mesma coisa. E nos tempos em que vivemos, isso é premente. Assim como você alimenta o corpo todos os dias, alimente diariamente o seu espírito com a Palavra de Deus. Assim como tomamos banho todos os dias e, quando não podemos fazê-lo de manhã, à noite o corpo pede um banho, assim também se passa com a leitura da Bíblia: se você não conseguir ler durante o dia, sem que você se aperceba, o seu espírito ficará pedindo um banho da Palavra de Deus. Não deixe de dar ao seu espírito o que você dá ao seu corpo! Tem gente que não consegue dormir sem tomar banho; essas pessoas se viram e se reviram na cama sem dormir. Que eu e você sejamos assim: que não possamos dormir sem o banho da leitura da Palavra de Deus.

Deus o abençoe!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib