segunda-feira, 28 de março de 2011

Consagra-te ao teu ministério

Após minha experiência com o amor de Deus senti o desejo de servir ao Senhor, então comecei a tocar teclado e a cantar no grupo de oração. Nesse período comecei a cantar em cerimônias de casamentos com mais duas pessoas e formávamos um trio vocal. A partir das cerimônias começaram a surgir convites para também cantar nas recepções dos casamentos e em eventos culturais. Depois de um certo tempo percebi que estava gastando mais tempo com esses eventos e os ensaios do que com as coisas do reino de Deus. E tudo aquilo não me realizava, pois eu sabia que eu não fui chamada por Deus para fazer do meu dom apenas um “Entretenimento” para as pessoas. Em uma apresentação cultural eu olhei para o público e senti Deus falando ao meu coração: Eles têm fome! O quê você está oferecendo para alimentá-los? Eu te chamei para anunciar a minha palavra que é o alimento de que eles precisam! Uau! Essas palavras ficaram ecoando dentro de mim durante muitos dias e senti que o meu chamado era realmente para ser vivido integralmente e exclusivamente para o anúncio da Palavra de Deus. Tomei a decisão de “Escolher a boa parte”, parei de cantar no trio vocal, fui criticada e incompreendida, mesmo assim estava firme na minha decisão.Consagrei meu ministério e passei a dedicar minha musicalidade apenas para Deus. Vejam bem, não estou criticando aqueles que fazem música cristã para entreter as pessoas! Apenas estou partilhando o chamado que Deus me fez e que é algo muito sério que mudou a minha vida e minha família. De pessoas que cantam lindamente belas poesias o mundo está cheio! Nós precisamos oferecer mais! Precisamos anunciar a Palavra de Deus com ousadia na potência do Espírito Santo debaixo da revelação de Deus!Esse é o único meio para mudar a mente das pessoas e restaurar vidas, lares e toda a nossa sociedade. Vale à pena ser obediente à direção que Deus traz ao nosso coração, só assim seremos verdadeiramente felizes! A partir dessa consagração fui agraciada com o dom de compor canções, participei de muitos festivais de música onde tive esse dom confirmado e gravei dois Cds que tem alcançado muitas vidas para o Reino de Deus. Que tenhamos muito cuidado e temor a Deus quando dissermos que somos “cantores” católicos! Deus precisa e quer que aqueles que Ele separou para uma obra, verdadeiramente assumam essa obra. Se vivermos a consagração a Deus veremos milagres e prodígios acontecerem através da nossa música! Antes de cantar nós somos chamados a ser profetas da esperança para essa geração tão sedenta e necessitada de ouvir a verdade que liberta: JESUS! Disse-lhes o Espírito: Separai-me para mim Saulo e Barnabé para a obra que os tenho destinado. Atos 13, 1-3 Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério.” 2tm 4,5


Aline Brasil

Fonte: Alinebrasil.com

quinta-feira, 17 de março de 2011

Convite do SAV

A Fraternidade e a Vida no Planeta!

Que possamos aproveitar esse momento em que a Igreja nos fornece subsídios sobre o referido tema, para fazer um profundo exame de consciência e mudar nossa maneira de nos relacionar com a Mãe Terra. O único caminho para um futuro melhor é plantar boa semente e cuidar com carinho para que germine, cresça e dê bons frutos.

O primeiro chamado de Deus é para vivermos bem a nossa vida, desenvolvendo os talentos que Ele nos deu e os colocando a serviço dos outros.

Venha participar conosco do próximo encontro do SAV (Serviço de Animação Vocacional), onde apresentaremos algumas das mais diversas formas de respondermos ao chamado de Deus.

O encontro será realizado no dia 09 de abril de 2011, às 20:00h na Igreja do Rosário - Baependi – MG.

Sua presença é muito importante, e não esqueça de trazer seus amigos!

Mais Informações:
Email: savocacional@gmail.com
Telefones: (035) 9161-1734 ou 8878-6612

quarta-feira, 16 de março de 2011

Trate criança como criança

Dias atrás, perto de mim estava uma mãe falando brava com sua filha, porque a pequena não estava sentando direito, já que estava com uma mini saia.

Fiquei imaginando o que se passava na cabeça daquela criança, que aparentava uns cinco ou seis anos. Será que ela compreendia a chamada de atenção que estava levando de sua mãe?

Na concepção da criança não existe malícia. Então tanto faz a forma de sentar.

A responsável por ela é que não devia vestir a menina com aquela roupa e exigir um comportamento de moça feita.

Muitas vezes, nós adultos agimos assim. Queremos que as crianças pensem e façam conforme nosso mundo, nosso entendimento.

É comum testemunharmos pais que ficam deslumbrados com a precocidade de seus filhos, desconfiam e comunicam, para todo o mundo, que prevêem que seus pequenos são superdotados.

Acabam por exigir demais dos filhos.

Com as opções e facilidades de hoje, é normal que as crianças tenham uma destreza com os meios, mas isso não quer dizer que são gênios.

Criança é curiosa por natureza e quer aprender, mas é preciso ter em mente que eles aprendem melhor quando nós entramos no mundo deles, e não eles no mundo adulto. De tanto eles serem tratados como adultos, até parecem precoces, nas palavras, nas habilidades, no raciocínio, mas não passam de crianças que não estão recebendo os ensinamentos de vida de forma incorreta. Porque pedimos que eles se portem como é pedido aos maiores.

Por exemplo, como exigir do filho de três ou quatro anos que fique calado e imóvel num ambiente que pede silencio? Essa concepção ainda não cabe na cabecinha dele. Talvez os pais tenham que se revezar num compromisso desse tipo. Quando ele tiver uns aninhos a mais, poderá compreender melhor o que lhe estamos dizendo.

Crianças são como folhas em branco, eles aceitam correção, disciplina e costumes de seus pais, basta que tudo lhes seja ministrado com amor e carinho.

Brincar com eles e inserir um ensinamento é uma ótima forma de fazer com que se interessem e levem uma regra para toda a vida.

Outra disposição que eles trazem naturalmente é a de sempre acatar e respeitar o que fala um adulto.

Basta que entremos no mundo deles.

Deus abençoe!

Sandro Arquejada

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

VOCAÇÃO: UM CHAMADO, UM DOM, UMA MISSÃO!

Oi Filoteu!

Hoje te escrevo sobre um texto muito importante: A vocação dos primeiros discípulos. Lá na beira do lago, o Mestre passava e ao ver dois irmãos, os chamou. Os convidou a serem pescadores de homens. Mas, antes de tudo, estes homens deveriam segui-lo. (veja em Mt 4, 18-22)
ISSO! Antes de tudo seguir Jesus, não somente com as pernas, mas com a cabeça e o coração. Não somente por fazer parte de um grupo de oração, por estar engajado em alguma atividade ou comunidade da Igreja. Não somente por ter um dia ter recebido a ordenação sacerdotal ou ter-se consagrado a Deus. Tudo isso, está em função de uma vivência, de uma experiência, de um seguimento, de uma imitação. Seguir, dizia São João Crisóstomo, significa imitar. Pense! Vocacionado não tanto a ocupar cargos ou simplesmente exercer ministérios, mas como servos de todos, viver o que Deus nos pede, assumir uma missão. Digo brincando e falando sério que missão é aumentativo de missa. "Este é o meu corpo dado por vós. Este é o meu sangue dado por vós". É uma doação total, integral, radical, sem meias medidas. Foi assim que o Mestre fez e assim farão seus discípulos.

Olha Filoteu, pode tirar o cavalinho da chuva e até o jegue ou os bodes também se pensas que isso é utopia, ou é impossível. Vê só: aqueles pobres, reles pescadores, acho que nem sabiam direito quem era aquele rabi que passa e com uma autoridade vinda não sei de onde, com um fascínio enigmático e surpreendente, arrasta atrás de si aqueles homens mais acostumados na arte da pesca de peixes que no convencimento ou conversão de pessoas humanas. Bem que Ele poderia escolher uns letrados, uns fulanos mais espirituais. Caramba! Logo esses caras? Gente pobre, rude, tosca. Trabalhar essa turma deve ter sido osso! Não tinha gente melhorzinha para assumir os altos encargos de apóstolos? "Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento" (Rm 11, 29). E por que Jesus chamou esses e não outros? "Jesus subiu ao monte e chamou quem ele quis" (Mc 3, 13).

Olha Filoteu, não resisti à inspiração (acho que não foi tentação) de transcrever um trecho dos manuscritos autobiográficos de Santa Teresinha. Lê só quando comenta a vocação dela:

Antes de pegar a caneta, ajoelhei-me diante da imagem de Maria (aquela mesma que tantas provas nos deu das maternas predileções da Rainha do céu por nossa família), e lhe pedi que guiasse minha mão para que eu não escrevesse uma linha sequer que não a agradasse. Em seguida, abrindo o Evangelho, meus olhos pousaram sobre estas palavras: «Jesus, tendo subido a uma montanha, chamou a si quem Ele quis; e vieram a Ele" (são Marcos, cap. III, v. 13). Eis o mistério de minha vocação, de minha vida inteira, e, sobretudo, o mistério dos privilégios dispensados por Jesus à minha alma... Não chama os que são dignos, mas quem Ele quer, ou, como diz São Paulo: "Farei misericórdia a quem eu fizer misericórdia; terei compaixão de quem eu tiver compaixão. Desta forma, a escolha não depende daquele que quer, nem daquele que corre, mas da misericórdia de Deus" (Carta aos Romanos, cap. IX, v. 15 e 16).

A Teresinha arrasa! Ela captou a força da gratuidade da eleição que repousa sobre ela e sobre todos os escolhidos!
Eles, os discípulos, foram chamados, em primeiro lugar, para estarem com Jesus. Aqui está o coração de toda vocação cristã. Estar com o Mestre, viver com Ele, ouvi-lo, conviver com Ele, viver por Ele, n'Ele. Daí a importância de uma vida interior bem cultivada, bem alicerçada, daí a necessidade de VIVER DE DENTRO PRA FORA e não o contrário. Quando se passa a ocupar-se tanto nas obras do Senhor ao ponto de esquecer-se do Senhor das obras, corre-se o risco de viver como funcionários da Igreja que cumprem obrigações, arrastam-se atrás dos deveres e não missionários, evangelizadores convictos e entusiasmados.

Eu farei de vós pescadores de homens! Não podemos ser evangelizadores por nós mesmos. Não basta talento ou boa vontade, competência e eficiência. É preciso deixar-se formar por Jesus, aprender d'Ele. Quem nos faz pescadores de homens, é Ele. Claro, é preciso pescar, lançar as redes, acreditar, fazer nossa parte, mas sempre em parceria com Ele, no poder de sua Palavra, na força de sua graça e na unção do Seu Espírito. Vocação é isso: é chamado. A iniciativa é sempre d'Ele e ninguém pode mudar isso. Lembro sempre do que diz Nosso Senhor: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para que vades e produzais fruto e para que o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que pedirdes ao meu Pai em meu nome ele vos dê" (Jo 15, 16).
A mediocridade é uma caixa de veneno na caminhada vocacional. O apelo divino se repete diariamente e diaremente a tua resposta não pode faltar. A resposta se traduz nas atitudes, nas escolhas, nas opções. Vocação não combina com fugas, desistências, desânimos. As provações, os desafios, as tribulações e tentações são oportunidades de crescimento e nunca um palco para fazer uma tragédia grega, cheia de um vitimismo patético e ridículo. Toda crise é um risco, mas é também uma chance, uma oportunidade, uma possibilidade que se abre. Para crescer, amadurecer, santificar-se. Uma coisa é certa: Não queiras as coisas pela metade. Sê todo em tudo o que fizeres, em tudo que quiseres, em tudo que pensares, em tudo que falares, em todo o teu ser. Sê todo ante o Tudo de Deus, ante o Todo que é Deus e diante de todos os homens e de todas as mulheres não te dividas. Sê todo em cada situação, em cada acontecimento. Não se fragmentam os que são inteiros. Esta unidade fará de ti uma muralha, uma fortaleza. Mas, esta unidade nunca acontecerá se tu não te unires 'Aquele que é TUDO, que foi todo do Pai e todo nosso, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Hoje a Teresinha tá com a corda toda!. Afinal, em termos de vocação ela é uma perita. De um episódio bastante curioso da infância, ela tirou um propósito de grande importância e que a fez voar com vigor na direção de Deus. Dou a ela a palavra:

Um dia, julgando-se muito crescida para brincar com boneca, Leônia veio procurar-nos a nós duas com uma cesta cheia de vestidos e de lindos retalhos para fazer outros; por cima estava colocada sua boneca. - "Tomai lá, minhas irmãzinhas, diz-nos ela, escolhei, dou-vos tudo isto". Celina estendeu a mão e tomou um pacotinho de alamares que lhe agradava. Após um instante de reflexão, estendi a mão por minha vez e declarei: - "Escolho tudo!" e apoderei-me da cesta sem outra formalidade. As testemunhas da cena acharam o caso muito justo, a própria Celina nem pensou em reclamar. (Aliás; brinquedos não lhe faltavam, seu padrinho cumulava-a de presentes e Luísa descobria meios de arrumar-lhe tudo quanto desejasse).

Este pequeno episódio de minha infância é o apanhado de toda a minha vida. Mais tarde, quando se me tornou evidente o que era perfeição, compreendi que para se tornar santa era preciso sofrer muito, ir sempre atrás do mais perfeito e esquecer-se a si mesmo. Compreendi que na perfeição havia muitos graus e que cada alma era livre no responder às solicitações de Nosso Senhor, no fazer muito ou pouco por Ele, numa palavra, no escolher entre os sacrifícios que exige. Então, como nos dias de minha primeira infância, exclamei: "Meu Deus, escolho tudo". Não quero ser santa pela metade. Não me faz medo sofrer por vós, a única cousa que me dá receio é a de ficar com minha vontade. Tomai-a vós, pois "escolho tudo" o que vós quiserdes!. . . "

Uma palavra que em termos vocacionais faz toda a diferença: a PERSEVERANÇA, A GRAÇA DAS GRAÇAS! Isso mesmo. É preciso insistir, persistir e nunca desistir. E a perseverança é uma conquista diária. Todo dia, a cada instante. A fidelidade é construida tijolo a tijolo, pedra sobre pedra. Não de uma vez, mas sempre um pouco. O ideal é grande, a eternidade compensa: e como! Por isso, lembro de um personagem do filme "Procurando Nemo". Lá a Doris, aquela "peixinha" que tinha um problema de perda de memória recente, deu um recado importante: Continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar,....
Vários anos atrás, quando estreava minha vida de seminarista (é o noooovooo!!!), fui a uma cerimônia de consagração de algumas religiosas. Lá entoavam um canto de entrada que nunca me esqueci. Se não me engano é da autoria do Pe. Zezinho. Uma reflexão vocacional primorosa e que deixo para ti:

A voz o meu Senhor/ feriu meu coração/ e me fez inquieto/ por meu povo e minha fé/ vesti sorriso e dor/ e me tornei cristão/ dividi meu teto/ com Jesus de Nazaré
Nesta santa mesa/ vim partir o pão/ corpo de Jesus/ meu Deus e meu irmão/ na Eucaristia vivo a minha vocação/

Se Cristo te chamou/ melhor é não fugir/ a felicidade é salário do servir / e quem disser um não/ à voz interior/ vai sentir saudades dos carinhos do Senhor.

Desejo-te uma feliz descoberta de tua vocação e se já escolhestes, desejo dias felizes (felicidade não quer dizer facilidade, viu?) com Jesus em tão grande projeto de vida. "E por esta estrada vai, vai e não voltes atrás mais e não voltes atrás jamais".

Um abraço e bênção.

Pe. Marcos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

De onde vem a inspiração e o talento?

Todo dom vem de Deus. “cada homem é constituído “herdeiro” recebe talentos que enriquecem sua identidade” (cf. Catecismo da Igreja Católica art. nº. 1880).

Nossas habilidades fazem parte do que somos e por elas devemos produzir os frutos que expõem uma vida de busca a santidade. Temos como exemplo disso, a parábola dos talentos (cf. Mt 25) e também “a fé: se não tiver obras, é morta” (cf. Tg 2, 17). Como se não bastasse, ainda há alegria em desenvolver um dom através da possibilidade de servir aos irmãos. Pelas nossas capacidades, a felicidade acontece dentro dos nossos corações. Principalmente quando oferecemos algo por gratuidade “Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir” (cf. Lc 14, 14).

Porém, diante de tantos desafios que temos na vida, em algumas fases, nos sentimos sem inspiração, mesmo naquilo que já praticamos há tempos.

Muitos, talvez nem comecem algo, pelo sentimento de medo em não ser constante essa fonte de conteúdo.

Quando Jesus encontrou-se com a samaritana a beira do poço, Ele lhe prometeu dar uma água viva. Isso diz do Espírito Santo, que quando habita um ser humano, é fonte inesgotável de graça, tanto para essa pessoa, quanto para aqueles a quem ele (a) levar.

“Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna” (cf. Jo 4, 14). Promessa do Cristo, que se cumpre quando a Água jorra do seu peito na crucificação (cf. Jo 19, 34). A Água do Seu coração é símbolo do Espírito Santo (cf. Catecismo da Igreja Católica art.nº. 694).

Esse Espírito Santo é também fonte de conteúdo para nossos dons. Pois “Deus age em todo agir de suas criaturas. E é a causa primeira que opera nas causas segundas e por meio delas: ‘Pois é Deus quem opera em vós o querer e o operar, segundo sua vontade (cf. Fl 2, 13)” (cf. Catecismo da igreja Católica art.nº. 308).

Concluímos então que, essa Água Viva, que vem de Deus, move também nossas habilidades, à medida que vamos nos dispondo. Nossa humanidade, firmada na força do Espírito Santo torna-se fonte inesgotável de riquezas.

Primeiramente, com o exercício, o talento torna-se mais apurado, desenvolvido. A cada dia de prática transpõem-se uma nova percepção de técnica, de zelo, maturidade e qualidade. Fica sendo possível trabalhar sempre melhor. Aperfeiçoar o nível inicial.

Depois. A experiência oferece a prática, intuição de novas opções e caminhos. A atividade contínua permite que o dom aflore sempre mais. Aqui, veremos que o talento maduro nos levará a querer dar um passo além, alcançar um patamar acima. Por exemplo: quando alguém que desenhou em papel (aperfeiçoou) e agora deseja pintar quadros. Quem cantou música popular (desenvolveu-se tanto) que agora pensa em estilo clássico.

Por último, se nos falta, a luz de uma nova criatividade, peçamos ao Espírito que venha como fonte de Água Viva. Ele é auxilio e distribuidor de dons.

Tudo o que Deus nos deu e constituiu, tem caráter de infinito. Somos um mistério insondável, por isso temos possibilidades sem fim. O que importa agora é começar!

Enterrar um talento é loucura. Dessa forma seremos infelizes e impediremos a felicidade de outros. Decidir não fazer, preocupando-nos com o futuro, sem a confiança de que não haverá inspiração ou os frutos não se multiplicarão, é agir como o homem que enterrou seu talento.

Seja ousado em Deus! Comece hoje o que Ele te pede, o amanhã e a continuidade da obra interessam ao Altíssimo, tanto quanto a nós.

Façamos a nossa parte no hoje. A inspiração futura, com certeza virá Dele.

Deus abençoe!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Irmãs Franciscanas do Senhor, de Baependi, visitam a Casa da Mãe Aparecida

São muitas as congregações religiosas, devotos e instituições que tem Nossa Senhora Aparecida como referência de mãe e exemplo de discípula dos ensinamentos de Deus.

O Santuário Nacional recebe diariamente inúmeras romarias com este carisma. Neste sábado (1º) são as Irmãs Franciscanas do Senhor da cidade de Baependi (MG), que deixaram suas preces no altar da Senhora Aparecida, e participaram da celebração das 9h, no Altar Central.

As religiosas realizam um trabalho que vem ao encontro das obras realizadas por Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, que tem como intuito acolher os mais necessitados e ajudá-los em sua carência de alimento físico, principalmente proporcionar acolhida espiritual.

Segundo a diretora da Associação Beneficente Nhá Chica, Irmã Claudine Ribeiro, estar na Casa de Nossa Senhora no 1º dia do ano de 2011 é restabelecer as metas, ânimos e promessas para o novo ano.

“Esta é uma forma de buscar na Mãe de Deus bênçãos e forças para um ano de paz, harmonia e equilíbrio para trabalhar em nossa missão de evangelização”, disse a irmã.

Irmã Claudine completa que todo trabalho, seja em casa, na comunidade ou na Igreja, deve ser entregue nas mãos de Deus que é Pai e de Maria, que é mãe e intercessora.

“Quando a gente pede a benção da Mãe, a benção do Pai, então estamos saindo abençoados e o trabalho com certeza vai sendo feito com mais dignidade e certamente podemos colher os seus frutos”, afirmou.

* Processo de Beatificação - Ainda em vida, Nhá Chica passou a ser aclamada pelo povo como ‘a Santa de Baependi’, por sua fé e clarividência. Hoje é reconhecida como Serva de Deus, título que recebeu oficialmente da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano, em 1991.

A causa de canonização de Nhá Chica está aguardando desde 2007 o anúncio de sua beatificação. No dia 8 de junho de 2010, o Vaticano, deu parecer favorável às virtudes da Serva de Deus Nhá Chica. Este foi mais um passo em direção à beatificação.

A próxima etapa deverá acontecer em breve com o estudo do milagre da cura, por intercessão de Nhá Chica, da professora de Caxambu, Ana Lúcia Meirelles Leite que sofria de problemas cardíacos.

Após aprovada nesta etapa, Nhá Chica pode receber o título de Venerável, estando assim mais próxima da beatificação pela Santa Sé